Espetáculo indicado ao

Prêmio Destaque

Imprensa Digital

2018

na categoria

Destaque Roteiro Original

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Espetáculo vencedor do

Prêmio MP

(Musical Popular)

de Teatro Musical

Independente

2019

nas categorias

Melhor Roteiro Original

Melhor Direção

Melhor Coreografia

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O simples, através de uma perspectiva poética, ganha dimensões gigantescas. É desta forma que eu acho que o "Cantos" deve ser visto, como um espetáculo que transforma personagens e histórias que temos a impressão de já termos conhecido, em personagens e histórias completamente inéditos, porque estão cercados de possíveis leituras simbólicas e chaves que o espectador vira por conta própria.

As poesias que serão cantadas na peça foram nascendo como se já existissem, como se toda a trama criada pelo Gustavo estivesse exalando as músicas que ajudariam a contar essa história. São canções apaixonadas na boca de personagens apaixonadas criadas por mãos completamente apaixonadas. Talvez seja sobre isso que "Cantos de Coxia e Ribalta" se trate: as paixões que nos mobilizam e nos paralisam, os cantos que engolimos ou entoamos no escuro de uma coxia ou sob a luz de uma ribalta. Será que o canto que mais nos revela é aquele bem ensaiado, preparado e afinado? Ou será aquele escondido, abafado e esquecido?

Espero que toda a música gerada pelo que se fala, se vive e se canta venha trazer beleza ao ouvidos! Já é o bastante.

Alef Barros

Criador / Músicas

Catarse significa, na raiz da palavra, libertação ou purgação do espírito. No Teatro ou na experiência artística, o significado ganha tons mais profundos: o da purificação do espírito através da purgação de suas paixões e terrores vivenciados dentro do  espetáculo. Em bom português, "lavar a alma". Foi buscando essa experiência catártica que plantei em mim a semente que iria germinar e se tornar "Cantos de Coxia e Ribalta". Quando vivi catarse em dois espetáculos (que inclusive influenciaram a linguagem de "Cantos"), saí do Teatro com a meta de, como Artista, poder tocar o público da mesma forma que eu havia sido tocado. Surgiu em minha mente o embrião de uma história de teatro, mas que ficou ali, guardado, sem nem um rascunho em papel, apenas em mim. Só anos mais tarde, quando tive contato com a linguagem do teatro narrativo, é que esta história voltou à minha mente e ganhou finalmente a estética e a linguagem apropriadas para poder ser contada da forma que merece.

"Cantos" é simples, é próximo de nós, é do coração. Ela foi feita, escrita e pensada assim. A poesia da música de Alef Barros veio para moldar ainda mais a riqueza da simplicidade. Por fim, o elenco de Artistas-Criadores contribuiu para lapidar e dar forma artesanal ao espetáculo.

Espero que "Cantos de Coxia e Ribalta" te toque, de alguma forma. Seja onde você estiver lendo este texto; em nosso site, ou no Programa de nosso espetáculo; digo que meus votos são que este espetáculo chegue diretamente em seu coração. E, se você estiver com este texto em mãos enquanto espera, na sala de espetáculos, pelo terceiro sinal, saiba então que agora nosso encontro está muito próximo! E que, enquanto você lê este texto, nós estamos do lado de cá da coxia, sendo alimentados por esse burburinho que acalenta e provoca calafrios, nos preparando para trazer a você a nossa poesia. Até mesmo enquanto escrevo este texto, calafrios me percorrem. E, se ao cair do pano, algo no recôndito do seu coração se aquecer ou estremecer, nosso trabalho foi feito.

Gustavo Dittrichi

Criador / Texto

Sinopse

Sob os sussurros da coxia e as luzes de ribalta, um grupo de atores se reúne para contar uma história. Entre o corre-vida e as chegadas e partidas dos trilhos de uma estação de trem, o público é apresentado a uma trupe de teatro em crise financeira, que corre o risco de ter seu teatro tomado por conta da especulação imobiliária. Um Poeta então é encarregado de criar uma grande obra teatral a fim de trazer de volta aos artistas os tempos áureos: é a última chance do Teatro sobreviver. Neste cenário, personagens tipificados, inspirados pelos tipos commedia dell'arte - o Dono da Cia., um Poeta, um Músico, uma Primadonna, um Jovem Ator sonhador e uma linda e ambiciosa Jovem Atriz - passam a viver seus próprios conflitos, que misturam-se com a própria história da peça que estão montando. Enquanto tentam contar a história, a realidade mistura-se com a ficção até que se tornem uma coisa só. A abordagem poética da paixão, da desilusão, da entrega, da inveja e competição, da morte e, sobretudo, da sensação de estar sempre tentando permanecer "de pé" e superar os obstáculos impostos pelo destino - sensação tão comum ao Teatro e também à vida cotidiana - são os ingredientes para mover o espetáculo.

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Sobre o espetáculo

A Cia. de Teatro Lusco-Fusco apresenta Cantos de Coxia e Ribalta: um espetáculo musical original. Criado por Alef Barros e Gustavo Dittrichi, a partir do estudo de três vertentes artísticas: os personagens-tipos da commedia dell'arte, os ritmos musicais brasileiros e o teatro narrativo brasileiro; combinando esta nova abordagem com a bagagem de pesquisa cênica que a Cia. Lusco-Fusco já carrega; teatro e música (ou teatro musical).

 

Tanto o argumento (texto) quanto as músicas são originais. O argumento (escrito por Gustavo Dittrichi) buscou livre inspiração na obra de Luis Alberto de Abreu; em especial no texto "O Auto da Paixão e da Alegria". A linguagem cênica tem inspiração no musical "Godspell", de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak. Já a música (escrita por Alef Barros, e em parte composta por ele) buscou referências na obra musical de Chico Buarque; nas composições de Baden Powell com Toquinho, em especial nos seus estudos e releituras dos cantos de terreiro e umbanda; e na bossa-nova em geral. Os arranjos musicais e composições gerais são de Dario Ricco, Hiago Guirra e Marco De Laet; e os arranjos vocais são de Pedro Aldozza. A concepção cênica e estética é de Gustavo Dittrichi.

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